Meio Ambiente

Água - Ênfase em Abastecimento Público X Risco de Contaminação Química

Palestrante: Jorge Luiz Barros de Macedo - Faculdade Metodista Granbery-FMG

Licenciado e Bacharel em Química Tecnológica pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Magister Scientiae e Doctor Scientiae pela UFV, especialista em Química Ambiental e Análises de Traços, Parecerista da Revista DAE, periódico de engenharia da SABESP, Professor/Pesquisador da Faculdade Metodista Granbery – FMG, no curso de Engenharia Civil, servidor público aposentado, autor de 19 livros envolvendo recursos hídricos e Química Ambiental; Consultor ad-hoc de diversas empresas, na área de capacitação de funcionários, no desenvolvimento de novas tecnologias e produtos, capacitação na área de adequação da classificação, rotulagem e FISPQ de produtos químicos, segundo exigências do GHS, Norma ABNT NBR14725 e NR26 MTE; atua como Perito Judicial junto ao TJMG. Pertence ao grupo de pesquisa Zoneamento e Risco Ambiental da UFJF. Tem experiência na área de Controle de Qualidade em águas, efluentes e alimentos, Desinfecção Química, em técnicas Convencionais e avançadas de Tratamento de águas potável e industriais, como de caldeira e resfriamento, corrosão química, manejo de resíduos sólidos (RSS, urbanos e industriais), aproveitamento de água de chuva, reúso de água, FISPQ de produtos químicos, segundo exigências do GHS, Norma ABNT NBR14725 e NR26 MTE. Recebeu a Comenda JK da UFJF, em 2007, por sua projeção no cenário nacional na área de Química.

Resumo da Palestra:

Uma das fontes de contaminação de usuários que utilizam a água fornecida para abastecimento público são os produtos químicos utilizados nas etapas de tratamento para obtenção de água que satisfaça os requisitos da legislação de uma água potável. Os produtos químicos utilizados para o tratamento de água para consumo humano, dependendo de sua procedência ou composição, podem introduzir a essa água características indesejáveis e/ou prejudiciais à saúde humana. A Portaria Federal MS Nº 2914 de 12 de dezembro de 2011 é a aquela que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Na Seção IV que se refere ao Responsável pelo Sistema ou Solução Alternativa Coletiva de Abastecimento de Água para Consumo Humano, em seu Art. 13º, ressalta que compete ao responsável pelo sistema ou solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano garantir a operação e a manutenção das instalações destinadas ao abastecimento de água potável, em conformidade com as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e das demais normas pertinentes. No item III, cabe ao responsável manter e controlar a qualidade da água produzida e distribuída, nos termos desta Portaria, por meio de exigência, junto aos fornecedores, do laudo de atendimento dos requisitos de saúde estabelecidos em norma técnica da ABNT para o controle de qualidade dos produtos químicos utilizados no tratamento de água e, ainda, deve-se exigir, junto aos fornecedores, o laudo de inocuidade dos materiais utilizados na produção e distribuição que tenham contato com a água. A Norma da ABNT que regula os produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano, os efeitos sobre a saúde e os requisitos que devem satisfazer os produtos químicos é a NBR 15784/2009.

 

Produção mais Limpa (P+L)

Palestrante: Ana Luiza Dolabela de Amorim Mazzini - SISTEMA MG/CRQ MG

 ana luiza

Engenheira Química formada pela UFMG com especialização em Energia e Fontes Alternativas pela UFRGS, Avaliação de Impactos Ambientais pela UFRJ e Gestão Pública pela Fundação Dom Cabral. Técnica de análise e controle ambiental da Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM (aposentada), do órgão ambiental do Rio Grande do Sul - FEPAM e ex Diretora de Educação e Extensão Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. Conselheira titular do Conselho Regional de Química – CRQ-MG e membro do Centro de Ecologia Integral – CEI. Consultora na área ambiental e professora dos cursos de especialização de Engenharia Ambiental, Gestão Ambiental, Segurança do Trabalho e Educação Ambiental. Autora do Dicionário Educativo de Termos Ambientais que já está na sua 5ª. Edição e do livro Nosso Lixo de Cada Dia: desafios e oportunidades.

Resumo da Palestra:

Apresentação dos conceitos, princípios e aspectos ligados à Produção mais Limpa e ao Consumo Consciente. Comparação entre o enfoque tradicional usado no Comando e Controle e os novos paradigmas da Produção mais Limpa (P+L). Apresentação da metodologia de P+L e abordagem do conceito de Economia Circular que imita a natureza, em detrimento da Economia Linear que gera poluição e, principalmente, resíduos. Considerações sobre Ecoeficiência, Logística Reversa e Educação para a Sustentabilidade na área da Química. Abordagem do ciclo de vida do produto. Identificação das oportunidades e das etapas de implementação de P+L em empreendimentos da indústria química e alimentícia.

 

Água - Ênfase Ambiental

Palestrante: Zenilde das Graças Guimarães Viola - FIEMG

zenilde

Bacharel em Química, mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos e doutora em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. Como analista ambiental do IGAM, trabalhou no Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de MG – SISEMA no período de 2001 a 2014, exercendo os cargos de coordenadora do Projeto Águas de Minas e Gerente de Monitoramento e Geoprocessamento do IGAM, e como Diretora de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Eventos Críticos, Diretora de Prevenção e Emergência Ambiental e Superintendente de Controle e Emergência Ambiental da SEMAD (Secretaria de Estado de Meio Ambiente). Desde outubro de 2014 é pesquisadora do Instituto SENAI de Tecnologia em Meio Ambiente, atuando como responsável técnica e gestora dos laboratórios de cromatografia e de água e efluentes líquidos.

Resumo da Palestra:

A água encontrada na natureza não é pura. A água que chega ao solo, trazida pelas chuvas, arrasta consigo impurezas existentes no ar atmosférico. Alcançando o solo, a água na sua propriedade de solvente, solubiliza muitos componentes, que são arrastados e conduzidos aos corpos de água. Para a avaliação da qualidade das águas é importante se ter um Programa de Monitoramento que é capaz de informar quando há mudanças e variações nas características da água. A sua representatividade e a confiabilidade dependem do número de estações de monitoramento em operação, bem como do cuidado e do cumprimento das normas para realização de amostragem e das análises laboratoriais. Devido às constantes alterações ambientais, não existem amostras iguais e o planejamento da coleta deve ser criterioso para fornecer quantidade de amostras suficiente para a realização de todos os testes requeridos.

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